Coleção

Argos, Outono / Inverno 2022

Argos, nova coleção de inverno 2022 da Neriage, é uma navegação ou um vôo pelos significados e não significados das palavras e a importância de nos libertarmos dos conceitos que conhecemos. Não de modo a anulá-los, mas sobrepô-los, “assim como o Argonauta que renova seu navio durante a viagem, sem lhe mudar o nome.” (Roland Barthes)

Argos, nova coleção de inverno 2022 da Neriage, é uma navegação ou um vôo pelos significados e não significados das palavras e a importância de nos libertarmos dos conceitos que conhecemos. Não de modo a anulá-los, mas sobrepô-los, “assim como o Argonauta que renova seu navio durante a viagem, sem lhe mudar o nome.” (Roland Barthes)

O poeta brasileiro Manoel de Barros (Cuiabá, 1916- 2014) dizia que as coisas que não existem são mais bonitas, e que quando nos prendemos ao significado das palavras, assassinamos a pureza e a infinita possibilidade das coisas do mundo.
“No descomeço era o verbo, só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava ali no começo, onde a criança diz ‘eu escuto a cor dos passarinhos.’ A criança não sabe que o verbo escutar não funciona para cor, mas para som.

Então se a criança muda a função de um verbo, ele delira.
Em poesia que é voz de poeta, que é a voz de fazer nascimentos
O verbo tem que pegar delírio.”
A obra

A obra Argonautas onde Maggie Nelson discute questões de gênero, amor e linguagem, também reforça a importância de questionar a permanência dos significados e pluralidade das palavras.

“Tenho um amigo que pensa no gênero como uma cor. O gênero e a cor têm em comum certa indeterminação ontológica: não é correto dizer que um objeto é uma cor, nem que o objeto tem uma cor. O contexto também a modifica: todos os gatos são pardos, etc. A cor também não é, a rigor, voluntária. Mas nenhuma dessas fórmulas quer dizer que o objeto em questão é incolor.”

Nessa coleção, a liberdade e a pluralidade, de formas gerais, são representadas por algumas figuras-pássaro – é correto dizer que em termos imagéticos, utilizamos essa alegoria para representar alguns conceitos aqui explicitados por grandes autores, além de reforçar a ideia de mudança e movimento.
As cores contrastantes como vermelho e marinho, além dos nossos clássicos tons de areia, off-white e rosé em looks monocromáticos e sobrepostos com diferentes pesos, exploram a forma não como ponto de partida, mas como resultado de devaneios onde a textura e a cor indicam o caminho.

Martha Barros, artista plástica filha de Manoel de Barros, cedeu os direitos de duas pinturas e algumas palavras de seu pai para nossas criações. As obras de Martha se abastecem na infância e na fonte do ser, além de expor o primitivo esteticamente, inspirando-se em pinturas rupestres e e desenhos infantis. Martha busca sempre um traço livre e fluido para representar seus conceitos.

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